INTERCAMBIO INTERNACIONAL DE DANÇA NEGRA AFRICA DO SUL 2025

HISTORIA

O Intercâmbio Internacional de Dança Negra – África do Sul 2025, realizada desde 2014, constitui uma importante ação de cooperação artística e cultural entre Brasil e África do Sul, fortalecendo os laços históricos, estéticos e simbólicos que conectam as matrizes culturais afro-diaspóricas.

A iniciativa teve como propósito promover o diálogo intercultural por meio da dança negra contemporânea, da pesquisa sobre ancestralidade africana e do intercâmbio de experiências com artistas, pesquisadores e comunidades sul-africanas. O projeto integrou apresentações artísticas, visitas técnicas, encontros formativos e trocas culturais em espaços emblemáticos da memória histórica e da produção artística sul-africana.

Entre os principais locais visitados destacou-se o Apartheid Museum, importante centro de memória dedicado à reflexão sobre o regime de segregação racial que marcou profundamente a história do país. A presença da Carlkiss Dance nesse espaço teve caráter simbólico e educativo, reforçando a arte como instrumento de resistência, memória e transformação social.

O intercâmbio também contemplou atividades no Maboneng Precinct, reconhecido distrito cultural e criativo de Joanesburgo, onde artistas, coletivos culturais e iniciativas independentes desenvolvem práticas contemporâneas de arte urbana, dança, música e performance. Nesse ambiente, ocorreram encontros com artistas locais e momentos de partilha de processos criativos.

Outra etapa significativa do intercâmbio ocorreu na comunidade de Orange Farm, uma das maiores áreas urbanas populares da região de Joanesburgo, onde foram realizadas ações de aproximação comunitária e troca cultural com jovens e artistas locais, reafirmando o papel social da dança como ferramenta de educação, pertencimento e fortalecimento identitário.

O projeto também incluiu atividades em Soweto, território historicamente associado à luta contra o apartheid e berço de importantes movimentos culturais e políticos da África do Sul. Nesse contexto, o grupo aprofundou reflexões sobre memória, resistência e ancestralidade africana, dialogando com manifestações artísticas e culturais locais.

Além das visitas e atividades culturais, o intercâmbio incluiu participação em encontros artísticos e culturais na Art Graft, espaço voltado à experimentação estética e à produção cultural independente, fortalecendo redes de colaboração entre artistas da diáspora africana.

Como resultado, o intercâmbio contribuiu para a ampliação das pesquisas da Carlkiss Dance sobre dança negra, ancestralidade africana e diáspora, consolidando um processo contínuo de investigação artística que conecta tradições corporais africanas às linguagens contemporâneas da dança. A experiência também fortaleceu redes internacionais de cooperação cultural, possibilitando futuras parcerias, residências artísticas e projetos colaborativos entre Brasil e África do Sul.

O intercâmbio reafirma, portanto, a importância da circulação internacional de artistas da diáspora africana, promovendo o reconhecimento da dança negra como campo de produção estética, histórica e política, comprometido com a valorização das culturas africanas e afro-diaspóricas no cenário global.

CARLOS KISS

COREOGRAFO

PRISCILA COSCARELLA

BAILARINA

MARCOS SIMPLICIO

PERCUSSIONISTA

ELISABETH ALVES

BAILARINA